quarta-feira, 29 de julho de 2009

Camarupim continua inoperante


Ao contrário do anunciado pela Petrobras em meados de junho, o campo de gás de Camarupim, na bacia do Espírito Santo, está fechado e não chegou a exportar uma só molécula do combustível, por falta de infraestrutura. O trabalho de lançamento, instalação e inspeção da parte rasa do gasoduto do projeto foi concluído apenas na segunda semana de julho, quase um mês depois de anunciado o início de produção do campo.

Na ocasião da divulgação, o FPSO Cidade de São Mateus foi de fato conectado ao primeiro poço de Camarupim, o CNR-1, mas sem a conclusão das linhas de escoamento os trabalhos ficaram limitados ao comissionamento e partida da unidade de produção, operação realizada a partir da abertura parcial do poço. A efetiva entrada em operação do campo só deverá ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro.

O lançamento da parte rasa do gasoduto de Camarupim, com 50 km de extensão e 24” de diâmetro, até a praia de Cacimba, no ES, levou quase um ano e foi executado pela Global, com o barco Iriquois.. Problemas de instabilidade no terreno provocaram o desmoronamento e aprisionamento da coluna utilizada na perfuração direcional.

O trecho inicial, de 56 km, sendo 6 km de 12” e 50 km de 24”, ligando a unidade de produção ao PLEM, foi lançado pela Subsea 7. Nesse trecho ,o solo marinho possui forte declive, a ponto dos 6 km variarem de 65 m de lâmina d´água a 720 m.

O lançamento dos dutos mobilizou cerca de 250 pessoas na fase de pico. O campo de Camarupim integra o Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás). A capacidade de vazão do primeiro poço de Camarupim é de 2 milhões de m3/dia, mas o volume a ser produzido irá depender da demanda capixaba. (C.S.).