Com mais de 30 anos de serviços prestados, a Balsa Guindaste de Lançamento 1 (BGL-1), da Petrobras, está sendo reformada para operar em águas profundas. O projeto contempla a instalação de um sistema de posicionamento dinâmico e a troca do sistema de lançamento de dutos. Os recursos permitirão que a embarcação, que opera em lâminas d´água de até 200 m, passe a operar em profundidades de até 1,2 mil m, o que a qualifica para o lançamento de instalações nas bacias de Campos e Santos.
A balsa renovada deve trazer mais autonomia à Petrobras na contratação de serviços offshore em águas profundas. A grande vantagem é a flexibilidade de utilização da embarcação. “Podemos ser deslocados com mais facilidade que uma embarcação de lançamento sob contrato”, explica o gerente da BGL-1, Amaury Freitas. Outra vantagem é a possibilidade de usar a embarcação para antecipar projetos em períodos nos quais não há janelas contratuais para trazer barcos do exterior.
Outro ponto a ser considerado diz respeito ao custo. A diária para uso da BGL-1, da ordem de US$ 200 mil, é significativamente menor do que os preços praticados no mercado. Para efeito de comparação, a Petrobras recentemente pagou cerca de US$ 450 mil/dia pela balsa de lançamento Iroquois, da Global Industries, similar à BGL-1.
A embarcação ainda pode ser um trunfo para a Petrobras na negociação de novos contratos, reduzindo a pressão por prazos menores, que acabam sendo incorporados ao custo da contratação sob a forma de taxa de urgência.
Na comparação com as grandes embarcações, a BGL-1 é mais versátil. Enquanto a balsa pode operar tanto em águas rasas como profundas, os navios maiores estão limitados a lâminas d’água acima de 30 m. Isso porque os grandes navios só operam com sistema de posicionamento dinâmico, menos eficiente em profundidades menores.
A BGL-1 também poderá ser útil para viabilizar campos de baixa produção, que têm orçamentos menores. Além de apta para o lançamento de dutos rígidos, a balsa pode instalar estruturas submarinas, como manifolds, PLEMs e estacas de sucção, bem como içar módulos. Eventualmente a embarcação poderá ser adaptada para o lançamento de linhas flexíveis, como já ocorreu no passado, em uma operação no Nordeste.
A serventia da balsa pode ser medida pelo assédio à embarcação. Mesmo ainda parada, as solicitações de serviço não param de chegar. Já estão previstas sete operações na carteira de projetos da balsa para 2010, após a conversão.